terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Morrer...




<><>Como é difícil morrer. Por mais que eu tente, fale para mim mesma que irei mudar. Quando vejo já fiz tudo exatamente como tinha dido que não faria mais. Não consigo me vencer, tenho dificuldade em viver uma nova vida. Bonito é cantar aquelas canções que falam coisas tão bonitas sobre viver para Deus, deixar os sonhos pessoais de lado, difícil é viver isso no dia a dia mesmo. A gente muitas vezes canta sem pensar no que diz a música, por mera repetição e continuamos vivendo a mesma vida : sem morrer, se contentando com nossa vida monótoma e vazia.
<><>Tenho uma dificuldade imensa em amar meu pai. Se bem que amar até amo, mas não demonstro isso. Ele tem todas as características que me causam repulsa. Ele faz muitas coisas e se faz de vítima. Sei de muita coisa que ele fez e ele vive como se não precisasse de arrependimento, de mudança. Julga a todos, mas jamais se submete a julgamento. Pelo contrário, se falamos algo ele se faz de vítima e diz que, na minha visão, só ele é errado. A verdade é que sempre discuto com ele. Todos os dias em que estou em casa. Já o chamei de hipócrita, de acomodado, ...
<><>Ele cita a bíblia e se diz ministro do evangelho. Vive uma vida de aparências. Quando muito, porque nós, que convivemos com ele, sabemos que ele não é o que diz ser. Já vi ele fazendo muita coisa. Tinha uma época em que eu descobri que ele mandava cartas para uma mulher (que se dizia missionária) e planejava a morte de minha mãe (ele dizia que ela morreria logo, de câncer) e planejava filhos com essa outra mulher. Minha tia e minha vó sabiam de tudo, para minha vergonha e tristeza. Nesta época acabei me afastando muito de Deus... não acreditava em tudo aquilo que estava acontecendo. É muita sujeira, muita hipocrisia, muita máscara.
<><>Meu pai ofende as pesoas, fala mal delas. Está sempre pronto para apontar o dedo e acusar. Sempre. Quando falo qualquer coisa, ele se faz de vítima. Outra coisa que não aceito é que ele não trabalha, isso há 14 anos. Minha mãe que trabalha. Aliás, ela sente uma revolta muito grande por conta disso, porque ela não aceita, mas também não toma posição sobre isso. Com ela não falo nada sobre isso, ela jamais entenderia, jamais me falaria para ama-lo e respeita-lo. Ela odeia ele e permanece casada com ele. Se me perguntar como convivo com isso há tantos anos, minha resposta seria pela bondade e misericórdia de Deus. Meus pais já quase se mataram dentro de casa. Cresci num lar onde os pais convivem juntos, mas jamais foram casados. Quando o Diabo se manifestou uma vez para mim, acusou-me “tua família é minha”. É verdade. O que poderia responder?
<><>Sei que meu pai é o ponto central, é nele que o espírito maligno habilita, ali ele mora. Meu pai é dele e não é de agora, sua história está cheia de brechas que ele deu para o diabo. Ele tem um espírito de engano, que cega sua mente e o impede de se arrepender. Deus um dia me mostrou tudo isso.
<><>A questão é que quando estou em casa com ele, não consigo refletir sobre tudo isso. O chamo de hipócrita, de falso. Não consigo entendê-lo. Psicologicamente sei que o culpo pela nossa situação financeira, por ter que trabalhar tanto,... Ele não se importa com minhas coisas, com minha vida e às vezes sinto uma tristeza muito grande quando o comparo com os pais de meus colegas, por exemplo.
<><>Contudo, sei que tenho que mudar. Não é ele que tem que mudar agora, sou eu. Sei do meu chamado, do porque estou aqui, mas não consigo me vencer. Essa é a verdade. As mágoas ainda permanecem interiores. De certa forma é fácil expulsar demônios. Ele está ali, você sabe que está. Não sabe a trajetória daquela pessoa, o quanto ela feriou os outros, você só expulsa, aconselha. Mas quando é na tua casa? Quando o diabo te diz que mora lá, que faz o que quer lá e mais te engana fazendo ficar contra o inimigo errado? O diabo quer que eu discuta com meu pai, que eu não o honre, para que ele tenha brecha, para que o Espírito Santo se entristeça.
<><>Para ama-lo preciso morrer, me vencer. O caminho da cruz me espera.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Desistir ou resistir


<><>"(...) os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças subirão com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não fatigam". Isaias 40:31

<><>A tendência é cansarmos. Digo isso por experiência própria. Nenhum ser humano tem força monumental capaz de suportar tudo. Nossas limitações são evidentes. Não temos força para suportar lutas e privações eternas. Em um certo momento a força se esgota e há dois caminhos, desistir e "virar a mesa" ou ir "empurrando com a barriga". Os ventos contrários são múltiplos e nossas forças limitadas.

<><> Esses dias uma pessoa me disse que estava cansada, de lutar de esperar e que não tinha mais esperança. Ela estava certa. Repito, ela estava certa, humanamente falando. A tendência é enfraquecermos, lutando contra algo que a vitória parece distante. O pior inimigo? O tempo. Sim, porque quando você perebe que o tempo passou e suas orações não foram respondidas, que nada no céu indica que será breve, dói e a tendência, a vontade, repito, é desistir.

<><>Às vezes sinto vontade de desistir. Porque muito tempo já passou, as repostas não chegaram e o inimigo me diz todo dia que nada adianta. Sinto, por vezes, vontade de dar às costas, viver minha vida e esquecer o chamado, a cruz, o morrer. Mas, quando ele vem.... Ah, quando o sinto me tocar me sinto com a força de um leão, com a energia além da imaginação... sem sono, sem desânimo, olho para frente e tenho absoluta certeza da vitória. Quando ele me toca e diz que me ama, que me conhece, que sabe de minhas limiações, mas que me sustenta. Isso é impagável, não há dinheiro no mundo que compre isso.

<><>Disso eu dependo, da coragem que ele me dá, do ânimo que coloca sobre a minha vida. Olhando para ele, resisto, caminho, crendo que por ele luto e em seu nome cumpro seu propósito. Onde tudo vai terminar? Não sei reponder, mas teho certeza que devo continuar e que ele tem em sua mãos a minha vida.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

o caminho da cruz


<><>Todo dia ele me afronta, prepara armadilhas. Abre as mãos, me oferece o mundo e me diz: "por que escolher este caminho? Olhe o que posso te dar, o que posso te oferecer. São jóias, títulos, glórias,... Mas, se insistires, podes ficar neste caminho, mas, por favor, desista da cruz. Ela é a minha própria humilhação, você me vence com ela". A última parte ele não diz, porque é mentiroso e insiste que vence, que vai me vencer.
<><> Escrevo estas linhas e meus olhos enchem de água. Mas, não posso chorar livremente, não estou num ambiente propício a isso. No entanto, o caminho da cruz tem me machucado bastante. Ele acaba com toda altivez, com a tua segurança, com a força que achas que tens. Ela pesa, faz sangrar, às vezes a gente caí, olha para os lados... os olhos continuam postos em você, todos esperam para ver como vais reagir, se vais desistir. E ele? Bem, teu inimigo espera todos os dias que você desista, te prepara ciladas, bem armadas, para te derrubar, te fazer cair. Te atingir ele não pode, você tem a unção da cruz, o poder da cruz, mas quem está ao teu lado, quem tu amas, nem sempre tem a mesma autoridade. Fácil , né? Ele vai pegar eles, usa-los contra você e, mais te chantagear, mostar que tu é, sim, vulnerável.
<><> Foi isso o que ele fez comigo hoje. Não pela primeira vez. Fácil é gritar contra o diabo quando tudo na tu vida vai a mil maravilhas, mas quando você vê, com todas as cores, ele agindo contra quem tu amas, é muito difícil. Eu diria mais, eu diria que é dolorido.
<><> É engraçado, mas na hora que eu o enfrento Deus me reveste de autoridade, eu não tenho medo, o enfrento e digo"sai, em nome de Jesus. Tu és um derrotado". Mas, depois a sensação que tenho é de profunda e densa tristeza. É como se ele disesse, "eu ainda continuo aqui, não importa o que faças. Tu eu não te atinjo, mas faço o que quero com quem amas". O pior é que não é de agora, mas se perguntou Deus não me responde. Ele só me mandou continuar. É, eu ainda não cheguei a cruz, mas, pelo menos, estou no caminho.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Amar é morrer (09/03/05)


Poema escrito por mim, em momentos de reflexão.

Amar é morrer,
Tenho aprendido isso...
É morrer para tuas razões,
É sepultar tuas intenções,
É os sonhos pessoais abandonar,
Os planos pessoais não mais olhar...
Amar é escolher o caminho da cruz,
É optar pelo caminho do escárnio
E da não compreensão humana...
Amar é ser dia a dia experimentado na paciência,
É fazer morrer todo teu senso de justiça,
E os direitos antes reinvidicados...
São simplesmente sepultados...
Amar é contra a inquietação lutar,
É saber esperar...
Amar é sentir o interior totalmente esmagado,
É ser com Cristo crucificado...
Amar é não conseguir nada entender,
Mas ainda crer...
Amar é perdoar,
Quem diariamente se propõe a magoar,
Quem diariamente se propõe a machucar,
É com olhos da fé olhar,
A reposta que parece demorar...
Amar é decidir morrer,
E no final do processo não mais se reconhecer...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Desperta-me (Trazendo a Arca)


Desperta-me, antes que anoiteça
Antes que o azeite se acabe
E se apague a chama dentro de mim
Desperta-me antes que seja tarde
Antes que Tu vás embora
E só reste a saudade de Ti
Desperta o meu amor
Eu não quero me perder de Ti
E estar longe sem perceber a distância
Desperta o meu amor
E acorde o meu coração
Ressuscita a minha paixão por Ti, Jesus
Antes que a indiferença e a frieza

Apaguem a chama que arde em meu peito
Antes que a humildade ceda e o orgulho me domine
Toma-me, levanta-me

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Levanta-me, Senhor


Ando me sentido meio estranha há alguns dias. Uma dorzinha na garganta e um cansaço muito grande. Sei que é normal. É o final do ano que se aproxima, trabalhos da faculdade para entregar e a seleção do mestrado. No entanto, quando estou em comunhão com Deus, tenho uma força além do comum. Parece que consigo fazer o dobro do que faço, alegre, feliz, servindo-o.
Ao escrever estas linhas, meus olhos ficam molhados. Sinto saudades dele, de sua presença. Sei que ele está aqui, posso sentir sua presença, mas hoje estou sem forças para levantar a voz. Não gosto de ser vencida pelo meu físico, mas isso tem acontecido continuamente. Tem vezes que o relógio toca mais cedo (ponho para orar) e simplesmente não consigo, falta força... mas também falte amor também e isso me deixa triste.
Sei que é um constante exercício, de morte, de abnegação, de negação de si mesmo. O mundo ensina o inverso, mas esse é o caminho da cruz. Mas sabe o que é maravilhoso? Que sei que ele me levanta, pega-me pela mão, olha nos olhos e me diz “por que duvidaste? Confia em mim”. E eu direi “confio Senhor, com todas as minhas forças...”. Ele já fez isso dezenas de vezes e, com certeza, fará novamente.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fidelidade de Deus

Estávamos na escola dominical de domingo à noite, quando a colega que estava comigo perguntou-me porque Deus era bom para mim, na frente das crianças. Respondi que era porque ele é fiel. Poderia ser mais uma frase decorada que a gente gosta de repetir sem pensar, mas, logo depois, eu fiquei meditando sobre isso. Raciocinando sobre a fidelidade de Deus.
Eu fico, muitas vezes, pensando sobre a fidelidade de Deus sobre a minha vida e fico maravilhada. Não que seja ingênua e pense que por causa disso nada de ruim pode ou acontece comigo. Sei que coisas tristes acontecem e que nem sempre tudo ocorre como esperamos, mas, quando colocamos nossa vida em Deus e confiamos nele, descobrimos o que é ser fiel. Várias vezes senti que ele, como se fosse na frente, ia limpando o caminho para que eu pudesse caminhar.
Creio que quando nos dispomos para Deus, já não vivemos para nós, para nossos desejos e limitações, mas para o Altíssimo. A partir daí somos instrumentos de sua ação. Nós nos colocamos segundo sua vontade, nos seus sonhos. Não é o contrário como muitos chegam a afirmar. Nós nos colocamos segundo o seu propósito nesta terra e morrendo para nosso querer e vontade. A obra de Deus não pára porque nós nos indispomos. No entanto, quando entramos no rio, na vontade de Deus, experimentamos sua fidelidade, seu cuidado para com nossa vida pessoal.
Ele supre nossas necessidades, materiais, emocionais e espirituais. Muitas vezes, é difícil crer nisso quando não entendemos as situações ou quando somos atribulados, atacados pelo Diabo. Diversas vezes não entendia o que ocorria comigo, porque Deus permitia certas coisas. Mas, eu creio, que se nos colocamos segundo sua vontade, tudo tem um propósito. O sol renasce após a tempestade. Ele é fiel e cumprirá cada uma de suas promessas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Soberania de Deus


<><>Eu, pessoalmente, gosto muito das canções que enfatizam a soberania de Deus, nossa limitação em relação ao seu poder e seu inacessível pensamento. Afina, quem somos nós diante dele? Ou o que pensamos ou queremos ser comparável a ele? Nos cultos nós geralmente gostamos de cantar isso, enfatizando com muito fervor que ele está acima dos reis, dos principados, de tudo.
<><>Contudo, no dia-a-dia, quando as coisas fogem do nosso controle é difícil enfatizar isso com força. É como se ele tivesse lá na igreja, nas músicas, quando oramos, mas não nos nosso cotidiano, quando nos deparamos com coisas sem sentido. Claro, aí está meu grande defeito de tentar encontrar explicação para tudo e resolver tudo racionalmente. Para mim, é como se tudo necessitasse ter uma explicação lógica. Mas, o pior, é que nem tudo tem.
<><>Uma época eu tentava explicar as grandes catástrofes do mundo, o holocausto, o racismo... e não encontrava nenhum tipo de argumento. Não acredito no argumento religioso que Deus se agrada com isso, porque são perversos. Aliás, esses argumentos me envergonham. Olhem para Jesus! Quando foi que ele olhou para alguém com olhos de impiedade? Quando trouxeram uma mulher prostituta, rejeitada entre todos, ele não a rejeitou, a perdoou. Jesus olhava com olhar de compaixão, o abandonado, o sem valor, o esquecido. Se Jesus vivesse hoje choraria frente ao que vemos estampados tanta tristeza e injustiça, jamais se alegraria com a morte do perverso.
<><>Mas, hoje, o que me incomoda não é isso. Tem a ver com minha vida pessoal, aliás, com minha família, que vive um evangelho de aparência e vazio. Não acredito que as coisas acontecem porque os homens decidem, querem. Jesus respondeu a Pilatos que ele estava no trono não porque quisesse, mas porque Deus permitiu. Ele faz o que ele quer. Assim eu creio. Por isso, não acredito que o Diabo possa fazer tanta coisa. Ele é, acima de tudo, um derrotado. No entanto, não entendo. Não consigo compreender o que Deus quer fazer comigo, porque demora a vitória. O que estará me dizendo? Claro que penso estas coisas e, ao mesmo tempo, me retalho. Quem sou eu para perguntar isso? Barro, somente barro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pedro


<><>Já vi muita gente julgando Pedro, o qualificando como traidor, covarde,... É comum ouvir pregações em que o exemplo dele é usado para aqueles que negam Jesus. No entanto, acredito firmemente que temos em cada um de nós um pouco de Pedro. Se você não tem, eu tenho e, infelizmente, já pude conhecê-lo.
<><>Quando Pedro falou para Jesus que se todos o deixassem ele não o abandonaria, não falava só para se mostrar ou aparecer para o Mestre. Não, ele realmente amava Jesus. Acredito que ele amava de todo coração e pensava que morreria pelo seu amor. Mas então? Ele não conhecia seu coração, não sabia a podridão que habitava por lá. Não estou julgando Pedro, quando falo dele digo por mim também. Quando se viu coagido, questionado, Pedro preferiu se disfarçar entre os outros, “não, não o conheço”. Por que ele tinha que ser notado, apontado? Por que tinha que ser diferente? Era melhor ser um igual, não ser percebido... Quem nunca se sentiu assim?
<><>Não consigo contar quantas vezes já fui como Pedro. Eu realmente amo meu Senhor, no entanto às vezes desconheço a maldade de meu próprio coração. Por vezes desejo me disfarçar no meio da multidão, não ser notada, nem percebida. No entanto, sei que o chamado não é esse, a cruz me chama. No entanto, o caminho não é fácil e quando nos deixamos levar pelas influências do mundo a tendência é enfraquecer.
<><>Por outro lado, Pedro se arrependeu e imagino, sim, como as lágrimas doeram ao correr pelo seu rosto aquela noite. Quando caímos “em si” e percebemos a bobagem que fizemos, dói. Essa dor, quando se ama, não é pelas conseqüências pelo “colher”, como alguns dizem, mas por saber da infidelidade de nosso coração e porque não somos os filhos que ele merecia ter. Ainda nos importamos com nossa reputação, com nossa imagem, com o que pensam de nós. Sei que estou longe do alvo, mas o importante é continuar... seguindo caminhando.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Rude Cruz

<><>Sim, eu amo a mensagem da cruz
<><> até morrer eu a vou proclamar;
<><>levarei eu tambem minha cruz té por uma coroa
<><>Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor;
<><>Mas eu amo essa cruz, porque nela jesus deu a vida por mim pecador
<><>Sim, eu amo a mensagem da cruz
<><> até morrer eu a vou proclamar;
<><>levarei eu tambem minha cruz té por uma coroa trocar
<><>Essa cruz padeceu e por mim ja morreu, meu Jesus para dar-me perdão
<><>Cristo vem me buscar e com ele no lar um parte da glória ei de ter
<.<>Sim, eu amo, eu amo a mensagem da cruz,
<><>Até morrer eu a vou proclamar, proclamar;
<><>levarei, eu também minha cruz
<><>Até por uma coroa trocar

O Caminho da morte


<><>Quando se escolhe caminhar com Deus, uma das coisas que temos que ter consciência é que, muitas vezes, teremos a sensação de caminhar sozinho. Alguns me dirão, "lembre-se de Elias, há muitos que não se dobraram". Eu sei. Existem muitos fiéis na terra, pessoas que amam verdadeiramente a Deus e fariam tudo por ele. No entanto, na maior parte do tempo a sensação preponderante é de andar na "contra-mão". Se tua vontade é se vingar, se o mundo diz pense em ti, o Espírito te diz: perdoa e morre para tuas vontades.
<><>Não adianta vir com meias conversas que a vida com Deus é só felicidade. Não que me sinta triste, às vezes, somente. Mas sinto uma dor profunda, de estar morrendo, de estar deixando de ser quem eu sou. A vontade humana é de deixar a cruz, negligenciar o chamado e viver a vida comum, normal, na superfície. Não que fosse abandonar Jesus, não conseguiriria. Mas não precisaria passar por este processo, de renúncia, de abnegação. Mas se eu olho a frente e sei o que me espera, é a cruz, a morte. Devo enterrar-me para que ele possa nascer em mim e se ver na minha vida, no meu testemunho.
<><>Esses dias um amigo meu (que não é cristão), tentou me definir: você é uma pessoa sempre lutando contra si mesma. Talvez ele falasse como crítica, mas na verdade aquilo me alegrou. É exatamente isso o que tenho feito, me negado. Meu senso de justiça, minha vontade de vingança, os designios maus do meu coração. Mas, para isso, é preciso diante de Deus, pedir forças, graças para prevalecer.
<><> Escolher o caminho da cruz é não ser compreendido. É ser ridicularizado, tido como louco. Você olha ao redor e parece que as pessoas estão se divertindo, sorrindo... e você tem que carregá-la em direção a morte. Não seria mais fácil se juntar a multidão? Por que morrer se a vontade é continuar vivendo? Tudo dói e você perebe que está sozinho no caminho em direção a ela.
<><> Sei que Deus está me tratando, trabalhando em meu caráter. O processo, no entanto, é dolorido. As pessoas não te entendem e você mesmo não se entende. Mas dentro sei que estou fazendo o que é correto, que ele se alegra.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Dores de parto


<><>“(...) Sinto dores de parto até ver Cristo formado em vós”. Gálatas 4:19
<><>Paulo nunca havia sentido dores de parto, mas eles as imaginava e quando pensava o quanto lhe doiam certas coisas, relacionava com as dores de uma mulher prestes a dar à luz. Quem sou eu para me comparar com Paulo? Bem, mas a questão é que entendo um pouco o que ele quer dizer.
<><>Tenho uma amiga, a quem amo muito. Sei de sua trajetória, sua vida, problemas e anseios. Acompanhei ela e estive com ela em diversos desses momentos. Por a amar muito já sofri muito também. Por quê? Porque me doía todas as vezes que ela se afastava de Deus, dava lugar ao maligno e deixava-se ser atingida por ele. Não sei quantas vezes a impedi de fazer besteira, fiz ela desmanchar relacionamentos e corri (literalmente, muitas vezes) atrás dela, impedindo-a de pecar. Ela me ama, eu sei, e por isso, muitas vezes, pensa duas vezes antes de fazer qualquer coisa.
<><>O problema está aí. Até que ponto não é somente a minha pessoa quem a impede de se afastar de Deus? Isso me dói. Bastante. Às vezes a sinto andando por uma corda fina e perigosa, onde do outro lado a morte a espera. Mas sabe o que Deus me fala para fazer? NADA. Isso mesmo. O pior é que isso foge a lógica, porque minha vontade é ficar horas dando discurso (eu já fiz isso outras vezes). No entanto, sinto que devo deixar o Espírito Santo agir. Como isso é difícil. É preciso dizer não ao que pensas, achas,... Não faça nada! É uma luta interior, porque consigo ver que ela não está bem, que ela ainda não morreu, ainda não nasceu de novo. Isso tudo porque a amo demais e sei que o caminho do mal é um caminho de dor.
<><>Eu preciso me afastar, deixar o Espírito Santo falar no seu coração. Não adianta ela mudar para me agradar, para me deixar feliz, ela precisa mudar lá no fundo, não por mim, mas por amor ao seu Deus. E para isso ela precisa conhecê-lo, se quebrantar e ser moldada por ele. Sairei da sua frente naturalmente, mas espiritualmente me colocarei na brecha. Tenho que aprender. Eu não faço diferença nenhuma, sou só o instrumento. A obra é dele.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vento do Espírito


<><> Sempre gostei de escrever, isso faz me entender melhor. É como se escrevendo conseguisse esclarecer pontos dúbios, coisas que parecem confusas. Uma época tinha diário, escrevi alguns anos, mas depois desisti. Tenho uma necessidade de tudo entender racionalmente, como se me dando explicação. É claro que isso normalmente me faz ficar confusa. Por quê? Porque simplesmente o Deus que amo e sirvo não se encaixa em minhas explicações. Gostei do texto que li estes dias no site do pastor Ricardo Gondim, que é como se desejassemos colocar o mar em garrafinhas e acreditássemos possui-lo. Chega a ser ridículo a preponderância do homem ao tentar encaixar Deus em nossas explicações.

<><> Isso é o que eu digo, viver isso é bem mais complicado. Não só em relação à história, ao mundo, a economia, mas em relação à própria vida pessoal. Como entender o que Deus faz com você? Como compreender a maneira como ele age? Talvez a resposta seja que não tem explicação. É isso. Sempre lembro da passagem de João, quando Jesus se encontra com Nicodemos e diz que como é o vento é aquele que é movido pelo Espírito Santo. A gente não sabe para onde o vento vai, nem de onde ele vai, só sabe de sua existência. Eu não sei para onde vou, mas tenho a certeza de estar caminhando, por crer estar na vontade de Deus.

<><> A verdade é que sei que estou longe do que Deus deseja para mim. Me sinto frustrada por causa disso, às vezes. Cansei destas correrias, correr para que?Fugir de que? Eu diria: de Deus e de nós mesmos. Às vezes acordo e não consigo orar, ler a bíblia. Meditar, então, é coisa que não faço há um bom tempo. Não adianta achar desculpa na falta de tempo, tenho vergonha em usar esse argumento para um Deus como eu tenho. Ela pode servir para minha consciência, somo se fosse uma aspirina, mas para Deus, não, ele sabe que eu preciso de uma renovação. Hoje, quando vinha para o trabalho orei em voz baixa, "me levanta". Ao contar isso para alguém poderiam achar que eu tô no fundo do poço. Não, não estou. Mas me recuso a aceitar uma vida de mediocridade, de migalhas da presença de Deus.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Musica que inspira este blog... No teu altar (Diante do trono)



<><>Não posso mais viver
<><>Pra mim mesmo, ajuda-me, senhor
<><>Ensina-me os teus pensamentos
<><>Que são maiores que os meus
<><>Os meus sonhos, te dou
<><>Os meu planos, meu querer
<><>Deixo em Teu altar
<><>Lugar de morte
<><>Lugar de se entregar
<><>Como um sacrifício vivo a Ti
<><>Lugar de renúnciaLugar de confiar
<><>Que Tua graça
<><>É melhor que a vida
<><>Estou no Teu Altar