terça-feira, 25 de novembro de 2008

Desperta-me (Trazendo a Arca)


Desperta-me, antes que anoiteça
Antes que o azeite se acabe
E se apague a chama dentro de mim
Desperta-me antes que seja tarde
Antes que Tu vás embora
E só reste a saudade de Ti
Desperta o meu amor
Eu não quero me perder de Ti
E estar longe sem perceber a distância
Desperta o meu amor
E acorde o meu coração
Ressuscita a minha paixão por Ti, Jesus
Antes que a indiferença e a frieza

Apaguem a chama que arde em meu peito
Antes que a humildade ceda e o orgulho me domine
Toma-me, levanta-me

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Levanta-me, Senhor


Ando me sentido meio estranha há alguns dias. Uma dorzinha na garganta e um cansaço muito grande. Sei que é normal. É o final do ano que se aproxima, trabalhos da faculdade para entregar e a seleção do mestrado. No entanto, quando estou em comunhão com Deus, tenho uma força além do comum. Parece que consigo fazer o dobro do que faço, alegre, feliz, servindo-o.
Ao escrever estas linhas, meus olhos ficam molhados. Sinto saudades dele, de sua presença. Sei que ele está aqui, posso sentir sua presença, mas hoje estou sem forças para levantar a voz. Não gosto de ser vencida pelo meu físico, mas isso tem acontecido continuamente. Tem vezes que o relógio toca mais cedo (ponho para orar) e simplesmente não consigo, falta força... mas também falte amor também e isso me deixa triste.
Sei que é um constante exercício, de morte, de abnegação, de negação de si mesmo. O mundo ensina o inverso, mas esse é o caminho da cruz. Mas sabe o que é maravilhoso? Que sei que ele me levanta, pega-me pela mão, olha nos olhos e me diz “por que duvidaste? Confia em mim”. E eu direi “confio Senhor, com todas as minhas forças...”. Ele já fez isso dezenas de vezes e, com certeza, fará novamente.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fidelidade de Deus

Estávamos na escola dominical de domingo à noite, quando a colega que estava comigo perguntou-me porque Deus era bom para mim, na frente das crianças. Respondi que era porque ele é fiel. Poderia ser mais uma frase decorada que a gente gosta de repetir sem pensar, mas, logo depois, eu fiquei meditando sobre isso. Raciocinando sobre a fidelidade de Deus.
Eu fico, muitas vezes, pensando sobre a fidelidade de Deus sobre a minha vida e fico maravilhada. Não que seja ingênua e pense que por causa disso nada de ruim pode ou acontece comigo. Sei que coisas tristes acontecem e que nem sempre tudo ocorre como esperamos, mas, quando colocamos nossa vida em Deus e confiamos nele, descobrimos o que é ser fiel. Várias vezes senti que ele, como se fosse na frente, ia limpando o caminho para que eu pudesse caminhar.
Creio que quando nos dispomos para Deus, já não vivemos para nós, para nossos desejos e limitações, mas para o Altíssimo. A partir daí somos instrumentos de sua ação. Nós nos colocamos segundo sua vontade, nos seus sonhos. Não é o contrário como muitos chegam a afirmar. Nós nos colocamos segundo o seu propósito nesta terra e morrendo para nosso querer e vontade. A obra de Deus não pára porque nós nos indispomos. No entanto, quando entramos no rio, na vontade de Deus, experimentamos sua fidelidade, seu cuidado para com nossa vida pessoal.
Ele supre nossas necessidades, materiais, emocionais e espirituais. Muitas vezes, é difícil crer nisso quando não entendemos as situações ou quando somos atribulados, atacados pelo Diabo. Diversas vezes não entendia o que ocorria comigo, porque Deus permitia certas coisas. Mas, eu creio, que se nos colocamos segundo sua vontade, tudo tem um propósito. O sol renasce após a tempestade. Ele é fiel e cumprirá cada uma de suas promessas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Soberania de Deus


<><>Eu, pessoalmente, gosto muito das canções que enfatizam a soberania de Deus, nossa limitação em relação ao seu poder e seu inacessível pensamento. Afina, quem somos nós diante dele? Ou o que pensamos ou queremos ser comparável a ele? Nos cultos nós geralmente gostamos de cantar isso, enfatizando com muito fervor que ele está acima dos reis, dos principados, de tudo.
<><>Contudo, no dia-a-dia, quando as coisas fogem do nosso controle é difícil enfatizar isso com força. É como se ele tivesse lá na igreja, nas músicas, quando oramos, mas não nos nosso cotidiano, quando nos deparamos com coisas sem sentido. Claro, aí está meu grande defeito de tentar encontrar explicação para tudo e resolver tudo racionalmente. Para mim, é como se tudo necessitasse ter uma explicação lógica. Mas, o pior, é que nem tudo tem.
<><>Uma época eu tentava explicar as grandes catástrofes do mundo, o holocausto, o racismo... e não encontrava nenhum tipo de argumento. Não acredito no argumento religioso que Deus se agrada com isso, porque são perversos. Aliás, esses argumentos me envergonham. Olhem para Jesus! Quando foi que ele olhou para alguém com olhos de impiedade? Quando trouxeram uma mulher prostituta, rejeitada entre todos, ele não a rejeitou, a perdoou. Jesus olhava com olhar de compaixão, o abandonado, o sem valor, o esquecido. Se Jesus vivesse hoje choraria frente ao que vemos estampados tanta tristeza e injustiça, jamais se alegraria com a morte do perverso.
<><>Mas, hoje, o que me incomoda não é isso. Tem a ver com minha vida pessoal, aliás, com minha família, que vive um evangelho de aparência e vazio. Não acredito que as coisas acontecem porque os homens decidem, querem. Jesus respondeu a Pilatos que ele estava no trono não porque quisesse, mas porque Deus permitiu. Ele faz o que ele quer. Assim eu creio. Por isso, não acredito que o Diabo possa fazer tanta coisa. Ele é, acima de tudo, um derrotado. No entanto, não entendo. Não consigo compreender o que Deus quer fazer comigo, porque demora a vitória. O que estará me dizendo? Claro que penso estas coisas e, ao mesmo tempo, me retalho. Quem sou eu para perguntar isso? Barro, somente barro.