quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Quem me olha de fora não imagina meus conflitos interiores. Pareço ser constante, segura, calma, etc. No entanto, quando me sinto longe dele é como se tirassem meu tapete e eu tateasse, procurando o chão. Não que não o sinta, não saiba que ele está aqui, mas me sinto vulnerável, sucetível a vários ataques e triste, no fundo, muito triste.

Também estou decepcinoada. Esta é a palavra? Talvez. Com uma amiga minha. Por que não ter compromissio com Deus? Por que deixar o diabo entrar pela porta na frente? Eu não entendo, por mais que queira. Sei, tem um lado espiritual que eu não vejo, não percebo, mas sei onde as coisas levam e sei que nosso inimigo não pensa duas vezes se quer acabar com alguém. Mas, é como se eu lutasse sozinha, escondendo alguem que se entrega para ele por completo. Isso tudo me dói bastante e, ás vezes, acho que deveria deixa-la ir, mesmo que já saiba onde tudo vai dar. Talvez, percebendo as besteiras que fez e as consequências de seus atos se arrependa e mude. No entanto, não posso ser cega, quem já viu uma pessoa se manifestar sabe a força que ele tem. Ele é meu inimigo, não posso olhar ao redor e perder o foco. Meu inimigo se vence com armas espirituais.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Adorei este texto... na próxima postagem comento ele

Aprenda a sofrer (Ricardo Gondim)

Amigo, entre de cabeça na sua dor. Aceite que é ruim. Não tente disfarçar.Desocupe a mente e viva o seu sofrimento. Evite o bar. Fuja dos conselheiros. Soluce, choromingue, ruja, mas não armazene agonia. Amigo, esperneie, grite, teatralize, mas não continue a engolir seco. Converse com as estrelas, contemple os precipicios. Afunde-se em fossas. Rememore seus momentos tristes. Não limpe as lágrimas. Jejue, rasgue véus. Deixe a barba por fazer.
Amigo, corra até a exaustão, enfrente a sua mágoa. Tranque-se para encarar o seu fracasso. Recolha-se para abraçar a sua derrota. Volte o rosto contra a parede. Ajoelhe-se. Vista-se de saco e se sente sobre um monte de cinza. Raspe a cabeça. Descalce os pés. Contrate um taxi, por duas horas vagueie à deriva. Desassossegue com sonetos. Escute fado.
Amigo, repita silenciosamente: “Cordeiro de Deus, que sofreste na cruz, tem misericórdia de mim”. Caminhe cabisbaixo, ria pouco. Entre numa catedral vazia e ouça o silêncio. Considere a sina de quem nunca viu a luz. Visite uma escola para crianças com síndrome de Down. Ajude os AA’s. Doe para a clínica que reabilita toxicômanos.
Amigo, Deus desceu do céu, tabernaculou entre os homens, e sofreu como você. Ele teve um filho sem pecado, mas nenhum sem sofrimento. Deus consola. Ele sabe o que é ficar sem chão. Soletre esperança como obstinação e fé como coragem. Trinque os dentes e prossiga