sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vento do Espírito


<><> Sempre gostei de escrever, isso faz me entender melhor. É como se escrevendo conseguisse esclarecer pontos dúbios, coisas que parecem confusas. Uma época tinha diário, escrevi alguns anos, mas depois desisti. Tenho uma necessidade de tudo entender racionalmente, como se me dando explicação. É claro que isso normalmente me faz ficar confusa. Por quê? Porque simplesmente o Deus que amo e sirvo não se encaixa em minhas explicações. Gostei do texto que li estes dias no site do pastor Ricardo Gondim, que é como se desejassemos colocar o mar em garrafinhas e acreditássemos possui-lo. Chega a ser ridículo a preponderância do homem ao tentar encaixar Deus em nossas explicações.

<><> Isso é o que eu digo, viver isso é bem mais complicado. Não só em relação à história, ao mundo, a economia, mas em relação à própria vida pessoal. Como entender o que Deus faz com você? Como compreender a maneira como ele age? Talvez a resposta seja que não tem explicação. É isso. Sempre lembro da passagem de João, quando Jesus se encontra com Nicodemos e diz que como é o vento é aquele que é movido pelo Espírito Santo. A gente não sabe para onde o vento vai, nem de onde ele vai, só sabe de sua existência. Eu não sei para onde vou, mas tenho a certeza de estar caminhando, por crer estar na vontade de Deus.

<><> A verdade é que sei que estou longe do que Deus deseja para mim. Me sinto frustrada por causa disso, às vezes. Cansei destas correrias, correr para que?Fugir de que? Eu diria: de Deus e de nós mesmos. Às vezes acordo e não consigo orar, ler a bíblia. Meditar, então, é coisa que não faço há um bom tempo. Não adianta achar desculpa na falta de tempo, tenho vergonha em usar esse argumento para um Deus como eu tenho. Ela pode servir para minha consciência, somo se fosse uma aspirina, mas para Deus, não, ele sabe que eu preciso de uma renovação. Hoje, quando vinha para o trabalho orei em voz baixa, "me levanta". Ao contar isso para alguém poderiam achar que eu tô no fundo do poço. Não, não estou. Mas me recuso a aceitar uma vida de mediocridade, de migalhas da presença de Deus.

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