<><>Já vi muita gente julgando Pedro, o qualificando como traidor, covarde,... É comum ouvir pregações em que o exemplo dele é usado para aqueles que negam Jesus. No entanto, acredito firmemente que temos em cada um de nós um pouco de Pedro. Se você não tem, eu tenho e, infelizmente, já pude conhecê-lo.
<><>Quando Pedro falou para Jesus que se todos o deixassem ele não o abandonaria, não falava só para se mostrar ou aparecer para o Mestre. Não, ele realmente amava Jesus. Acredito que ele amava de todo coração e pensava que morreria pelo seu amor. Mas então? Ele não conhecia seu coração, não sabia a podridão que habitava por lá. Não estou julgando Pedro, quando falo dele digo por mim também. Quando se viu coagido, questionado, Pedro preferiu se disfarçar entre os outros, “não, não o conheço”. Por que ele tinha que ser notado, apontado? Por que tinha que ser diferente? Era melhor ser um igual, não ser percebido... Quem nunca se sentiu assim?
<><>Não consigo contar quantas vezes já fui como Pedro. Eu realmente amo meu Senhor, no entanto às vezes desconheço a maldade de meu próprio coração. Por vezes desejo me disfarçar no meio da multidão, não ser notada, nem percebida. No entanto, sei que o chamado não é esse, a cruz me chama. No entanto, o caminho não é fácil e quando nos deixamos levar pelas influências do mundo a tendência é enfraquecer.
<><>Por outro lado, Pedro se arrependeu e imagino, sim, como as lágrimas doeram ao correr pelo seu rosto aquela noite. Quando caímos “em si” e percebemos a bobagem que fizemos, dói. Essa dor, quando se ama, não é pelas conseqüências pelo “colher”, como alguns dizem, mas por saber da infidelidade de nosso coração e porque não somos os filhos que ele merecia ter. Ainda nos importamos com nossa reputação, com nossa imagem, com o que pensam de nós. Sei que estou longe do alvo, mas o importante é continuar... seguindo caminhando.



